Laguna

Desenvolvimento urbano e intelectual

Portanto, foi na virada do século, pelo enriquecimento natural da população, que Laguna testemunhou o desenvolvimento urbano e intelectual mais significativo desde a sua fundação. Surgiram nesta época o teatro Sete de Setembro (1858), a tipografia do primeiro jornal (1878), o hospital (1879), o primeiro hotel na Rua da Praia, o Cine Central, a iluminação
pública a petróleo (1891) e o antigo Mercado Público (1893). Este último, incendiado na primeira metade do século XX.

Entre 1914 e 1915 organizam o Jardim Calheiros da Graça com chafariz, palmeiras e iluminação. Inaugurado em 25 de abril de 1915. Inaugura-se a Biblioteca Pública em 1925, e
também o prédio do Banco Nacional do Comércio.


Entre os anos de 1930 a 1950 aconteceram grandes transformações. Surge o primeiro automóvel, ônibus urbano e ruas calçadas.

No período de 1930 a 1940 edificam-se as sedes do Clube Blondin (hoje Casa do Patrimônio do Iphan), e a nova sede do Clube do Congresso Lagunense.
Retratos da intensa vida social que o lagunense desfrutava.

Mais tarde, a Rua da Praia (atual Gustavo Richard) perde o movimento de embarque e desembarque, pois o porto foi transferido para o atual local, no bairro Mar Grosso.
A estação de trem para o final do Campo de Fora.

Após a 2ª Guerra Mundial com a organização do porto de Imbituba, melhor localizado para receber navios maiores e de maior cabotagem, Laguna perde competitividade. A
crise não foi maior devido a concentração de serviços comerciais, financeiros e públicos que Imbituba ainda não possuía.

No final da década de 50, Laguna decaiu economicamente pela diminuição da atividade portuária, pelo enfraquecimento do pólo comercial, e fracasso na tentativa de industrialização.
Na década de 60, a construção civil praticamente paralisou. Outro fator determinante para o declínio foi o transporte rodoviário. A construção da BR-101 e abertura ao tráfego
da ponte rodoviária da Cabeçuda, deslocou o pólo econômico da região sul de Laguna, para outros municípios, como por exemplo, Tubarão.

Permaneceram aqui somente produtos pesqueiros, pequenas indústrias, como confecções e o processamento da fécula de mandioca e arroz.

Mas, na década de 70, a mesma abertura da BR-101 trouxe a possibilidade de uma nova atividade econômica. A exploração turística do Balneário do Mar Grosso, bairro oposto
ao Centro Histórico, impôs uma implantação urbana diferenciada dos outros bairros da cidade que se expandiram espontaneamente.

O crescimento do número de turistas de veraneio estimulou o crescimento imobiliário na praia e, como conseqüência, o centro histórico da cidade.

Em 1985, após estudos baseados no levantamento o Iphan, propôs o tombamento de uma fração da cidade. Esta considerada, por suas características e atributos, o centro fundamental para a manutenção da identidade e da paisagem urbana tradicional do sítio histórico da cidade.

Datas marcantes no contexto histórico do município:
1494 – o Rei de Portugal Dom João II assina o Tratado de Tordesilhas. Esse tratado estabelecia um meridiano imaginário, situado a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, nas costas da África. As terras a oeste desse meridiano pertenceriam à Espanha, e as terras a leste seriam de Portugal. A linha imaginária passava por Laguna. O monumento do Tratado está localizado ao lado da rodoviária no Centro Histórico.

1676 – O bandeirantes Domingos de Brito Peixoto chega na Vila de Laguna, uma solicitação do rei de Portugal, para expandir a fronteira do Tratado de Tordesilhas. A vila se transformou em ponto de partida de expedições. Com a chegada dos bandeirantes, a Vila, de origem indígena, foi organizada e povoada.

1839 – O revolucionário italiano Garibaldi, David Canabarro, Teixeira Nunes e soldados farroupilhas conquistam a Vila, declarando a República Catarinense.
Uma tentativa de separar o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, do comando do império.

1839 no dia 29 de julho - A Câmara de Vereadores de Laguna, presidida por Vicente Francisco de Oliveira, proclama a independência, chamando de República Catarinense ou República Juliana.

1839 no dia 4 de novembro – Batalha naval em Imbituba entre farroupilhas e imperialistas. Episódio que teve a participação de Anita, já apaixonada pelo revolucionário Garibaldi.

1839 no dia 9 de novembro - Garibaldi pressionado por Canabarro ataca a cidade vizinha de Imaruí, ficando o episódio conhecido como o Saque de Imaruí, onde comida e objetos pessoas foram levados pelos soldados farroupilhas, que estavam passando frio e fome.

1839 no dia 15 de novembro – Batalha naval, entre imperialistas e republicanos, na Barra de Laguna, os republicanos são derrotados e acabam deixando a vila.

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